Ramiro Torres

2013-01-25 Ramiro

Foto: Xacobe Meléndrez

Nomeado por:

Alberte Momán
Ramiro Vidal Alvarinho
François Davo
Alfredo Ferreiro
Xosé Iglesias

Nomea a:

Xoán Abeleira
Lucía Aldao
Xosé María Álvarez Cáccamo
Ramón Blanco
Pedro Casteleiro
François Davo
Alfredo Ferreiro
Modesto Fraga
María Lado
Tati Mancebo
Verónica Martínez Delgado
Alberte Momán
Begoña Paz
Ana Romaní
Dores Tembrás

Bio-bibliografía:

Nado na Corunha em 1973. Diplomado em Graduado Social na Universidade da sua cidade natal.

Tem publicado poemas em revistas como Poseidónia e Agália, participando com obras próprias em blogues colectivos como A fábrica, A fábrica da preguiça, O levantador de minas (de Alfredo Ferreiro) e, desde o 2011, no blogue do Grupo Surrealista Galego, onde colabora desde o seu início.

No 2008 participou na carpeta colectiva Áncora no alén, com gravuras de divers@s artistas plástic@s e poemas, dedicada à figura de Urbano Lugrís.

Em 2012 publicou o seu primeiro livro individual, dentro do GSG, Esplendor Arcano.


Poética:

Entender sempre o poético como via (não exclusiva) de conhecimento, como fogo perpétuo disponível no interior do ser humano, a ampliar a Vida numa vidência originária, estranhamente depositada em nós e transportada por meio de uma música verbal desconhecida e, ao tempo, densamente Real.

Em todo caso, os poemas não se explicam, só se transformam em energia obscura em cada leitura, estourando no coração em alquimia fascinante.


Na rede:
Colaborador en “O levantador de minas”
Colaborador en “Grupo Surrealista Galego”
O autor na “Galipedia”
Artigo de “Armando Requeixo” no “Praza Pública” sobre o autor
O “facebook” do autor

Poemas:

DE ESPLENDOR ARCANO, 2012.

Para Ernesto e Sofia.

Corpo de ímanes,
despossuído de olhos,
avaliando a estatura
do mundo que
se ensancha como
órgão iniciático
desta vertigem:
pálpebras abaixo
correm animais
indefinidos,
atravessados por
caminhos de saberes
devastadores e docíssimos,
testemunhas desta
transformação do
ser em amante,
detido no fluxo do
seu grito interior,
tecendo o encontro
na cópula incendiada.

De ESPLENDOR ARCANO, 2012.

Para Rosa e Akbar.

As palavras excitam-se,
orbitam sobre nós até
ordenarem matéria e vazio
num equilíbrio primeiro:
acham a nossa essencial
desnudez no ritmo deste
amor em que volvemos
a uma idade vindoura,
estranhos a tudo,
deitados na vertigem
desta constelação que
se abre em nós e
nos funde em silêncio
subitamente vivo.

MÚSICA VIDENTE

Para Quico Comesaña e Quim Farinha, com admiração.

O universo irrompe
em música sobre
a nossa vidência,
traspassa como
luz impensável
os poros das cores,
exerce a beleza
incansavelmente
vibrante na
percepção
recuperada
do essencial,
como beijo luminoso
na musculatura
do invisível,
asindo-nos
esta queimadura
à fascinação
da existência.

 

Julho de 2012.

 

ASTRONAUTAS LÍRICOS

Para Guadi, Xabier e Guille, na amizade sideral.

Estremece-nos a líquida
língua ascendida a lactante
matéria do universo,
aprendizes desta ébria
eclosão do real num
cântico arborescente,
enquanto entramos
na velha casa interior
a abrir-se entre as
vértebras do tempo.
Acolhemos a desnuda
beleza a explodir em nós,
perturbados por esta
pura visão pousada
nas entranhas como um
conhecer insubmisso,
atravessando os poros
da consciência até
uma calma iridescente:
inundados de sons,
viramos astros
amando-se no
silêncio zenital,
gravitados por
esta alegria
subitamente
desperta.

Fevereiro de 2011.

 

Da carpeta Áncora no Alén (2008)

O olho multiplica-se em rotas infinitas,
Abre o seu diamante lavrado na noite,
Entre o respirar dos oceanos agochados em si:
Ouve o seu próprio cair sobre as cidades
A abrir portas desenhadas no seu abismo.
Toda a força guardada em séculos vem segurar
Os movimentos das mãos, no seu habitar
Outro tempo assinalador de ilhas intactas.
Levas-nos, perdendo o peso das nossas
Vidas sobre as areias encantadas,
Ao espaço esculpindo-se transparente,
Chamando-nos à luz emergida ante ti.


Vídeo, son, imaxes, +:

X Encontro Milpedras

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Unha opinión sobre “Ramiro Torres

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