Ramiro Vidal Alvarinho

2012-08-24 22.08.00

Nomeado por:

Miguel Ángel Alonso Diz
Rosa Enríquez

Nomea a:

Begoña Paz
Celia Parra Díaz
Ramiro Torres
Gonzalo Hermo
Alba Méndez
Ramón Blanco

Bio-bibliografía:

Nasce em 12 de Março de 1973 em Ferrol,  no seio de umha família trabalhadora. Morou até a sua adolescência na comarca de Ferrol, e aos 14 anos desloca-se a Oleiros, na comarca da Corunha onde reside na atualidade. Começa a sua trajetória poética no coletivo Versos Suicidas, vinculado à Ocupa da Ria. Participa em multidom de recitais, a maioria organizados por entidades ligadas ao movimento popular. Já percorreu boa parte do país e mesmo tem saído das fronteiras físicas da Galiza para recitar publicamente a sua poesia. O Festival da Terra e a Língua, em Narom, o certame Poetas na Rua, em Poio ou o Raias Poéticas, em Vila Nova de Famalicäo som algumhas das citas literárias nas que tem participado.

Participou em multidom de ediçons coletivas e em solitário publicou “Mares de queijo” (em formato eletrónico) com AGAL e “Letras de amor e guerra” com Q de Vian Cadernos


Poética:

A poesia é umha terra livre onde as regras da ténica estám para desafiar e transgredir. O fundo e a forma tenhem umha aliança cuja norma suprema é incitar ao pensamento e à emoçom. A poesia é ginástica e militança. Na poesia, o combate é contínuo. É a forma mais atlética de literatura.

Na rede:

O autor en “BVG”
O “facebook” do autor
O “Twitter” do autor
Artigos do autor no “Praza Pública”
 

Poemas:
Adeus às armas

O meu fato a prova de armas nucleares
Os meus propulsores aéreos ultra-sónicos
A minha pistola de raios destrutores
Os meus projectís de inteligência biónica
Os meus óculos de ultra-visom

Dormem o seu derradeiro sono
A minha idade desterra-me
Do exército nocturno de guardians da cidade
Já nunca mais, camaradas
Deambularei polas tebras da urbe

Éramos um exército invencível
Secreto, apenas para iniciados
Luitávamos numha guerra
Invisível e sem tréguas

Mas o meu super-herói já nom joga
Morreu com a sua adolescência
Suicidou-se na travesia dos anos

Ciprestes de traço trágico
-sóbria e solene tinta negra-
Velam o seu descanso
Salve, valente soldado!
Que o Valhalla da lembrança te guarde!

Vencerá a estirpe, baixo esta bandeira corsária
Porto rebelde proclamado, no meio de feras augas

Eu, albatros irredutível, alço a espada
Tu, areia cálida, praia desejada,
Tinge-me do sal da liberdade

Quero chantar a semente pirata neste limbo
E proclamar a República dos abraços livres

Rompe a maquinária com a que fabricaches
O trono divino do sátrapa
O tálamo de luxúria santa do vampiro
A felicidade hiper-protéica das suas urbanizaçons de luxo
O pundonor sexual dos seus carros de gama alta

Queima essa fábrica
Esse centro de tortura no que assassinam as tuas horas
No que sequestram a tua criatividade
No que humilham a tua ternura

Reventa o cárcere onde especulam com o teu salário
Onde aniquilam os teus sonhos
Onde reinventam esse misterioso jogo no que sempre perdes

Lume, libertador e purificador
Redentor, criador de justiça
E destrutor da bijutaria esplendorosamente blasfema
Do urbanismo hipócrita burguês

Lume para as montras, janelas a paraísos prohibidos
Feitos de exploraçom sintetizada

Lume, para a sua ordem e a sua paz social
Para a carrinha que caça carne humana

Lume para as suas solemnes fatorias de legislaçom
Para a sua fantasmagórica institucionalidade

Um glorioso incêndio que nos permita renascer…

Caminho por vós, veias daquele clamor
Rios de revoluçom latente
Na épica de cada gesto
Na emoçom de cada golpe

Inclino-me ante a dignidade dessas linhas de história recente
Conmovo-me na lembrança daquelas lapas

Cada linha escrita na batalha, fica gravada nas pedras e no asfalto
Cicatrizes de orgulho de classe
Fervor do vermelho sonho

Caminho por vós e respiro
Aquela cançom de guerra
Essa que marca o passo
Dos que vam luitar

Nos teus recunchos e paredes
Está a memória dos combates e as geraçons


Vídeo, son, imaxes, +:

O autor no “YouTube”

“Raias poéticas”

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